Independentemente do tamanho do escritório ou do cliente, a Reforma Tributária é, na prática operacional, um projeto de adequação de sistemas. Cadastros, parametrizações fiscais e rotinas de emissão de documentos precisarão acompanhar um modelo tributário novo, convivendo por anos com o modelo antigo.
Revisão de cadastros de produtos e serviços
O novo sistema depende de classificação correta de produtos e serviços para aplicar as regras certas de IBS e CBS, incluindo eventuais regimes específicos ou reduções de alíquota. Cadastros desatualizados ou genéricos, que hoje passam despercebidos, tendem a gerar inconsistências mais visíveis no novo modelo.
Ambientes de teste antes da produção
Assim como acontece com notas técnicas da NFS-e, mudanças relacionadas à reforma devem ser testadas em ambiente de homologação antes de qualquer alteração ir para produção. Pular essa etapa, mesmo sob pressão de prazo, costuma custar mais tempo do que economiza.
Capacitação da equipe como parte do projeto
Atualizar sistema sem atualizar quem opera o sistema é meio caminho andado. Vale reservar tempo de treinamento da equipe conforme cada fase da transição avança — de preferência antecipando o conteúdo antes que ele vire urgência operacional.
Tratar a adequação como um projeto contínuo, com etapas e responsáveis definidos, tende a gerar resultado bem mais previsível do que tentar resolver tudo de uma vez próximo às datas de virada de cada fase do cronograma.